Numa entrevista exclusiva para o PorTal, a cantora Vicka deu detalhes sobre o lançamento do EP “Entrega” e se diz feliz com o resultado do seu trabalho até aqui
A cantora Vicka está lançando seu EP Entrega. O novo trabalho, produzido pelo vencedor do Grammy, Renato Patriarca, chega com um pop rock envolvente e animado e tem cinco faixas, sendo quatro inéditas e uma versão acústica de “Romântica demais”. Você pode ouvi-lo nas plataformas digitais.
Vicka é cantora, compositora e instrumentista, e começou a ganhar visibilidade com a canção “Pausa”, lançada em em 2020, durante a pandemia de COVID-19 que fez o mundo parar. Fazendo quarentena em casa, sem saber quando a vida ia voltar ao normal, a artista colocou em música sentimentos que todo mundo podia se identificar:
“Quem é que nunca disse precisar de espaço / Que a vida era corrida, que andava ocupado / Calma, a vida precisa de pausa / Quem é que nunca disse que faltava tempo / Pra ficar em casa, ficar sem fazer nada / Calma, a vida precisa de pausa”.

Nascida em Cascavel (PR), Vicka tem mais de 10 anos na carreira musical e foi indicada ao Prêmio Multishow 2023, na recém criada categoria “Brasil”, que busca dar visibilidade nacional a novos artistas. Foram selecionados um artista de cada estado para ser representante local e agora está aberta uma votação popular para escolher os cinco finalistas.
Batemos um papo descontraído com a Vicka sobre a indicação ao prêmio, o lançamento do EP e muito mais. Confira:
PorTal: Vamos começar falando um pouquinho do EP. Conta mais sobre ele.
Vicka: Lançamos na semana passada o EP Entrega, que tem cinco faixas e três delas já haviam sido lançadas ao longo do ano. São canções que falam de amor! Uma das canções é inédita e se chama “Eu só queria que você soubesse”. Também rolou uma versão acústica de “Romântica demais”, que tinha sido a primeira a ser lançada esse ano.
P: Tem planos de show para o momento?
V: Semana que vem eu vou fazer um show de lançamento do EP na minha cidade, Cascavel, e eu espero poder fazer esse show em outras cidades, principalmente em São Paulo. Eu sempre faço apresentações por aqui [SP] e vou conciliando com outras cidades que puderem me receber. Eu espero levar esse show para vários lugares, levar minha música cada vez mais longe.
P: Todas as músicas do EP são composições suas?
V: Sim, todas as composições minhas, mas duas delas foram feitas em parceria. “Romântica demais”, eu escrevi com meu amigo Leonardo Grazziotin. E “Como tinha que ser”, escrevi com Natan Carvalho, também meu amigo. Fica o convite para as pessoas conhecerem também o trabalho deles.
P: E como é seu processo de composição? Como você faz para compor?
V: Nossa, é muito gostoso, cada música surge de uma maneira. Às vezes as ideias vem em momentos inesperados do dia. Surge uma melodia ou surge uma frase e aí eu fico com aquilo na cabeça, depois sento com meu violão e desenvolvo a ideia. Tem músicas que eu decido o tema. Decido o que eu quero falar, e aí é um processo mais de transpiração mesmo, de você saber a mensagem final que você quer passar, então são maneiras distintas que as composições nascem. Mas todas são válidas e com todas você consegue chegar no resultado super legal.

P: Seu Instagram é muito dinâmico, tem bastante material audiovisual. Dá para ver que você tem uma uma base muito boa assim, super musical. Conta um pouquinho de como foi a sua formação.
V: Eu comecei tocando violão. Meu pai me ensinou a tocar os primeiros acordes, depois eu tive alguns professores. E muita coisa eu aprendi por conta mesmo, olhando vídeos aprendendo com cifras na internet. Fiz também aula de canto, tive alguns professores de canto e depois fui desenvolvendo as minhas habilidades sozinha, experimentando, cantando, errando e aprendendo… Eu acho que esse é o processo para a gente evoluir. Mas é engraçado que, ao longo desse tempo, eu também tive uma formação acadêmica em engenharia civil. Acho que pouco a gente sabe (risos). Nunca atuei na área. Desde que saí da faculdade, eu decidi seguir na minha carreira artística e me dedico 100% até hoje.
P: Então Vicka engenheira tá aí escondidinha, dormindo (risos)?
V: Tem um diploma aí (risos)! No momento eu não pretendo atuar com engenharia, mas gosto também, acho muito interessante. Engenharia é uma área muito desafiadora, assim como a música, mas é bem diferente, totalmente diferente. Eu tô muito feliz com a visibilidade que as minhas músicas estão tomando. Principalmente agora, com a indicação para o Prêmio Multishow, fico muito contente de ver que as músicas estão chegando cada vez mais longe, alcançando pessoas novas. Um público novo tá me conhecendo, principalmente por causa de “Pauta”, e agora com lançamento do EP, vem matérias na imprensa… Então novas pessoas estão chegando [para conhecer o trabalho] e eu fico muito muito contente de ver que todo esse meu trabalho e toda essa minha paixão está gerando resultados.
P: Então vamos entrar na questão do Prêmio Multishow. Como foi saber da notícia de ser finalista? Como estão sendo os preparativos e a votação?
V: Eu recebi a notícia na semana passada. Recebi uma ligação do pessoal da RPC, que é afiliada da Rede Globo do Estado do Paraná e eu fiquei muito contente, já espalhando a notícia para minha família. E aí já começamos a contar para todo mundo, porque é uma votação, né? Então a gente precisa do apoio de várias pessoas para a gente chegar na final. São apenas cinco finalistas um por região do país, então agora a gente tá se movimentando e unindo forças para chegar no final desse prêmio. Mas é uma surpresa muito muito boa!
P: Essa indicação já traz benefícios para sua carreira até, né?
V: Com certeza, já tô mega feliz! E é uma categoria nova, inclusive. Eu não estava esperando essa indicação e realmente já é um prêmio, porque de todo o estado do Paraná, ser a artista representante já é algo muito grandioso para mim.
P: Seu maior sucesso é “Pausa”. O que essa música significa para você? Como que foi percorrer esse caminho desde o lançamento dela até aqui?
V: “Pausa” é a música mais relevante em termos de número e de alcance na minha carreira, e abriu muitas portas. Inclusive, só estou aqui hoje por conta dela – nessa entrevista, indicada ao prêmio. Eu acho que tudo que acontece tem uma sequência. Não dá para tirar nada do que aconteceu. Então, a gente não chegaria aqui hoje sem ela, e acho que as coisas acontecem como tem que ser. Como diz a minha música “Como tinha que ser”: é um caminho, é uma trajetória. E fico muito contente de poder ter escrito essa música e de ver tudo que ela me trouxe até hoje. E continua trazendo.

P: E ela foi escrita durante a pandemia, né? Você escreveu mais alguma coisa naquele período e que ainda segue trabalhando?
V: Olha, escrevi bastante coisa na época da pandemia, só que nem tudo se lança, né? A gente filtra bastante aquilo que escreve para decidir o que realmente vai ser gravado, o que vai ser lançado, o processo de depuração, e assim vai. Às vezes escrevo coisas que ficam na gaveta, que pode ser que nunca ninguém vai ouvir… mas aquela música que ficou guardada foi importante para ter escrito a próxima que eu lancei, então é nisso que entra esse lance de que tudo tem um sentido ali na trajetória. E continuo escrevendo novas músicas, claro. Eu amo, é o que eu mais faço e espero o ano que vem trazer outras novidades. Além de ter agora trazido essa sonoridade um pouco diferente das músicas que eu vinha lançando. Espero trazer coisas que também possam gerar essa surpresa nas pessoas que me acompanham.
P: Vamos falar sobre essa diferença na sonoridade do EP. “Pausa” é música mais meiga, mais tranquila. Agora, no “Entrega”, você trouxe um pop rock mais animado. Você pretende seguir nessa pegada?
V: Eu acho que eu sempre carreguei essa coisa mais enérgica na minha própria personalidade, inclusive nas minhas performances ao vivo. Apesar das minhas músicas serem às vezes um pouco calmas, mais tranquilas, o EP realmente é diferente. Ele carrega uma outra energia, e eu estava tentando trazer mais essa Vibe nas minhas gravações, estava sentindo falta disso. Esse foi o objetivo. Principalmente nesse EP, trazer essa essa sonoridade mais orgânica, de banda mesmo, e tô feliz de ter conseguido imprimir. Tô super satisfeita com essa coisa mais alegre, mais animada. Acho que vou seguir nesse caminho por mais um tempo.
P: Quais são suas inspirações? Quem você tem ouvido e o que te inspira para escrever?
V: Para escrever algumas músicas desse EP, me inspirei muito na Cássia Eller. Na canção “Eu só queria que você soubesse”, eu vi alguns comentários do pessoal citando Nando Reis, falando: “nossa, essa música é super estilo Nando!”, e eu fiquei muito contente porque eu realmente estava numa vibe de ouvir Nando e Cássia, e acabei escrevendo essa música sendo fortemente influenciada pela discografia deles. Então, fico feliz que as pessoas façam essa relação. Claro que a intenção nunca foi imitar, copiar, de maneira alguma. Mas a gente acaba se influenciando porque aquilo que escuta e também aquilo que a gente vive. E escuto bastante Paula Toller, Rita Lee, Ana Carolina e Maria Gadú, são minhas maiores referências. Sinto uma força na maneira delas cantarem, comporem as músicas e se expressarem ao vivo, principalmente.
P: Se alguém te dissesse “você tem a oportunidade de escolher um artista e uma música pra gravar com você agora!”, quem você escolheria?
V: Ah, Paula Toller!! Sobre a música? É que músicas que estão guardadas para o momento certo, mas já tenho uma escrita para quando essa hora chegar. Alô, Paula (risos)!
